Semana de balanços

Bolsas da Europa fecham em alta com dados e Federal Reserve no radar

Mercados sobem após indicadores do euro e nomeação de Kevin Warsh para o banco central dos Estados Unidos

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Bolsa de Valores | Foto: Pixabay / Reprodução

As bolsas europeias encerraram o pregão desta sexta-feira (30) em alta, com investidores reagindo a novos dados econômicos, à indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed) e à expectativa por uma semana intensa de balanços corporativos no continente.

Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,51%, aos 10.223,54 pontos. O DAX, de Frankfurt, subiu 0,85%, a 24.515,73 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, ganhou 0,68%, aos 8.126,53 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve alta de 1%, aos 45.527,42 pontos. O PSI 20, de Lisboa, avançou 0,2%, a 8.662,19 pontos, e o Ibex 35, de Madri, liderou os ganhos, com alta de 1,66%, aos 17.880,90 pontos. As cotações são preliminares.

Indicadores divulgados pela manhã mostraram resiliência da economia da zona do euro, com Alemanha e Itália registrando crescimento do PIB acima do esperado, mesmo diante das pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de ameaças tarifárias.

No cenário político, Trump classificou como “muito perigoso” o acordo firmado entre Reino Unido e China, anunciado na quinta-feira, após visita do primeiro-ministro britânico a Pequim. O presidente norte-americano também confirmou a nomeação do ex-diretor do Fed Kevin Warsh para suceder Jerome Powell no comando do banco central.

No noticiário corporativo, as ações da Adidas subiram 3,69% em Frankfurt, após a empresa divulgar vendas preliminares acima do esperado no quarto trimestre e anunciar um programa de recompra de ações de 1 bilhão de euros. Na Espanha, o CaixaBank avançou 6,22%, depois de reportar resultados acima das expectativas.

Os ganhos foram parcialmente limitados pela queda dos metais preciosos e industriais, pressionados pela valorização do dólar e por correções após rali recente. O movimento afetou papéis de mineradoras, como a Fresnillo, que recuou cerca de 6%, e a Glencore, com baixa de 2%.

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