Dallagnol questiona se Alcolumbre ‘protege’ a esposa de Moraes

Dallagnol aponta possível blindagem institucional

O ex-deputado federal e ex-procurador da República Deltan Dallagnol reagiu nesta sexta-feira (30) à decisão do Senado Federal de negar acesso à imprensa aos registros de entrada e saída da esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nas dependências da Casa.

A solicitação ocorreu após a revelação do jornal O Globo de que Viviane Barci de Moraes firmou um contrato de quase R$ 130 milhões com o Banco Master, acordo que previa a atuação no acompanhamento de projetos de lei de interesse da instituição financeira no Congresso Nacional.

O banco é controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.

Em publicação nas redes sociais, Dallagnol questionou se o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estaria protegendo interesses ligados ao ministro do STF.

“Davi Alcolumbre está protegendo a esposa de Moraes?”, escreveu. Para ele, a negativa do Senado não se sustenta do ponto de vista da transparência pública.

A Casa justificou a recusa com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), alegando que os registros solicitados configuram dados pessoais.

Dallagnol, no entanto, argumenta que outros órgãos públicos, como o Banco Central e a Receita Federal, já forneceram informações semelhantes em situações anteriores.

O ex-parlamentar também associou o episódio ao que considera uma postura recorrente do Senado em não avançar com pedidos de impeachment contra ministros do STF. Veja abaixo a declaração completa:

“Davi Alcolumbre está protegendo a esposa de Moraes?

O Senado se recusou a informar ao jornal O Globo os registros de entrada e saída, em suas dependências, da esposa de Alexandre de Moraes, que firmou um contrato de quase R$ 130 milhões com o Banco Master para atuar também no Legislativo. O acordo previa o acompanhamento de projetos de lei de interesse do banco, controlado por Daniel Vorcaro.

A negativa foi baseada na Lei Geral de Proteção de Dados, sob a justificativa de que se trata de dado pessoal. No entanto, outros órgãos públicos, como o Banco Central e a Receita Federal, já atenderam pedidos semelhantes sem qualquer problema.

Mais uma pra conta: o mesmo Senado que há muito tempo ignora o clamor da sociedade, ao se recusar a avançar com pedidos de impeachment de ministro que rasga a Constituição com inquéritos absurdos, agora blinda a esposa de um ministro que mantinha contrato milionário com um banco investigado.

Por que você acha que o Senado não quer compartilhar essa informação?”

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