Desemprego no país cresce em 12 estados no início de 2025
Taxas superam 10% em estados como Pernambuco e Bahia
No primeiro trimestre de 2025, a taxa de desemprego no Brasil subiu para 7%, um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, que registrou 6,2%. Apesar da elevação, esse índice representa o menor nível para o período desde o início da série histórica em 2012.
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 12 das 27 unidades da federação apresentaram aumento na taxa de desocupação. Os estados com as maiores taxas foram Pernambuco (11,6%), Bahia (10,9%) e Piauí (10,2%). Em contrapartida, Santa Catarina (3%), Rondônia (3,1%) e Mato Grosso (3,5%) registraram os menores índices.
A desocupação foi mais acentuada entre mulheres, com uma taxa de 8,7%, em comparação aos 5,7% entre homens. Em termos de raça, as taxas foram de 8,4% para pessoas pretas, 8,0% para pardas e 5,6% para brancas.
No que diz respeito à escolaridade, indivíduos com ensino médio incompleto enfrentaram uma taxa de desemprego de 11,4%. Para aqueles com nível superior incompleto, a taxa foi de 7,9%, enquanto pessoas com ensino superior completo registraram 3,9% de desocupação.
A informalidade no mercado de trabalho também foi destacada, com uma taxa nacional de 38%. O Maranhão apresentou a maior taxa de informalidade (58,4%), seguido por Pará (57,5%) e Piauí (54,6%). Os menores índices foram observados em Santa Catarina (25,3%), Distrito Federal (28,2%) e São Paulo (29,3%).
O rendimento médio real de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.410, representando um aumento em relação ao trimestre anterior. As regiões Nordeste (R$ 2.383) e Sul (R$ 3.840) tiveram alta na renda, enquanto as demais apresentaram estabilidade.
O percentual de empregados com carteira assinada no setor privado foi de 74,6%. Os maiores percentuais de empregados com carteira estavam em Santa Catarina (87,8%), São Paulo (83,4%) e Rio Grande do Sul (81,5%), e os menores, no Maranhão (51,8%), Piauí (52,0%) e Pará (55,1%).