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Lula descarta novo ministério e define sucessão na Justiça

Petista mantém estrutura atual, avalia riscos eleitorais e tem favorito para substituir Ricardo Lewandowski

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não desmembrar o Ministério da Justiça para criar uma pasta exclusiva da Segurança Pública. A avaliação, feita em reunião no fim da semana passada, é que a criação de um novo ministério não traria ganhos políticos concretos e poderia transferir para o governo federal a responsabilidade direta por um problema cuja gestão cabe majoritariamente aos estados.

Apesar de reconhecer a segurança pública como tema central nas próximas eleições, o Palácio do Planalto considera que a mudança ampliaria a exposição do governo ao tema. Hoje, forças como as polícias Militar e Civil estão sob comando dos governos estaduais. No Congresso, a expectativa do governo é pela aprovação do projeto de lei antifacções, enquanto a PEC da Segurança Pública deve permanecer sem avanço significativo.

Paralelamente, Lula caminha para definir o novo titular do Ministério da Justiça. O nome favorito é o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, que já comandou a pasta em 2016, no governo Dilma Rousseff. À época, sua permanência foi interrompida após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que condicionou o cargo à exoneração do Ministério Público da Bahia.

Wellington também atuou por mais de duas décadas em funções jurídicas estratégicas em governos petistas, incluindo a Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos da Presidência. A interinidade de Manoel Carlos de Almeida, nomeado após a saída de Ricardo Lewandowski, deve ser breve. De acordo com o jornal O Globo, a definição do novo ministro deve ocorrer entre esta e a próxima semana.

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