Polícia Federal diz que atraso não afetou investigação do Banco Master
Andrei Rodrigues afirma que dados apreendidos na operação Compliance Zero já estão em perícia, apesar de decisão do STF que centralizou provas

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira (26) que a demora no acesso aos dados apreendidos na operação Compliance Zero, que teve como alvo o Banco Master, não trouxe prejuízo às investigações. Segundo Andrei, os peritos da corporação já tiveram acesso ao material, que está em processo de extração para realização da perícia.
“A instrução segue regular, não há nenhum prejuízo nesse caso”, disse a jornalistas.
O atraso ocorreu em razão de decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que em 14 de janeiro determinou o lacre de todos os bens, documentos e aparelhos eletrônicos apreendidos e o envio direto ao STF. A medida foge do procedimento usual, no qual as provas permanecem sob responsabilidade da PF.
A decisão provocou reação interna na corporação. O receio dos investigadores era de possível acesso remoto aos aparelhos e eventual destruição de provas, caso os dados não fossem extraídos de imediato. Diante disso, Andrei Rodrigues formalizou pedido para que o ministro reconsiderasse a ordem.
Posteriormente, Toffoli atendeu solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o material fosse encaminhado ao órgão e, em seguida, autorizou o acesso da PF aos documentos. O ministro também designou peritos da própria Polícia Federal para acompanhar a perícia dos itens apreendidos.