CCJ da Alerj adia decisão sobre prisão do presidente Rodrigo Bacellar
Colegiado votará na segunda (8) resolução que pode manter prisão preventiva e afastamento do deputado, detido na Operação Unha e Carne

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj decidiu adiar para segunda-feira (8) a reunião que analisará a prisão preventiva do presidente da Assembleia, Rodrigo Bacellar (União). Os deputados do colegiado devem avaliar e votar um Projeto de Resolução que definirá se Bacellar continuará preso e afastado do comando da Casa.
Bacellar foi detido na quarta-feira (3) durante a Operação Unha e Carne, que apura o suposto vazamento de dados sigilosos relacionados à Operação Zargun. Pela Constituição estadual, parlamentares só podem ser presos após a diplomação em caso de flagrante de crime inafiançável — e cabe à Alerj decidir, por maioria simples, se a prisão deve ser mantida. Após eventual denúncia, o caso é encaminhado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, embora a Assembleia possa suspender o andamento da ação penal.
Após a prisão, Bacellar passou a noite na Superintendência da Polícia Federal no RJ. A PF apreendeu R$ 90.840 em espécie no veículo oficial usado por ele e recolheu três celulares, que serão periciados. Em nota, a defesa do deputado negou qualquer tentativa de obstrução de investigações ou de vazamento de informações ligadas a facções criminosas.