Eduardo Paes reage a críticas e defende diversidade no réveillon

Prefeito nega intolerância religiosa após MPF apurar palco gospel

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), usou as redes sociais nesta sexta-feira (2) para rebater acusações de intolerância religiosa e reafirmar o compromisso da prefeitura com a diversidade de crenças, incluindo as religiões de matriz africana.

A manifestação ocorre após a inclusão de um palco exclusivo de música gospel na programação do réveillon, decisão que levou o MPF (Ministério Público Federal) a abrir apuração para avaliar possível favorecimento a uma crença específica. O evento contou com 13 palcos distribuídos pela cidade.

Paes afirmou que a iniciativa não representa privilégio religioso e sustentou que o réveillon de Copacabana é um evento plural, aberto a diferentes expressões culturais e musicais. Segundo ele, a música gospel integrou a programação ao lado de outros gêneros, em linha com a diversidade que caracteriza a cidade.

Na publicação, o prefeito reiterou sua trajetória de combate à intolerância religiosa e destacou o diálogo com lideranças do “povo de axé”. Paes também anunciou que atenderá à sugestão de criação de uma estátua em homenagem a Tata Tancredo, líder religioso das religiões de matriz africana associado à origem das celebrações da virada do ano à beira-mar no Rio.

Tancredo da Silva Pinto, o Tata Tancredo, será ainda homenageado como enredo da escola de samba Estácio de Sá no carnaval de 2026. Ao encerrar a manifestação, Paes reforçou que a programação do réveillon seguiu os princípios de respeito, diálogo e diversidade.

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