Prisão de Bacellar embaralha sucessão no comando do RJ
Vice-governadoria vaga e afastamento do presidente da Alerj levam TJ-RJ ao topo da linha sucessória enquanto decide futuro da chefia da Casa
A prisão preventiva do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), na manhã desta quarta-feira (3), pela Operação Unha e Carne — da Polícia Federal, com ordem do ministro Alexandre de Moraes (STF) — reacendeu dúvidas sobre a linha de comando do Estado do Rio de Janeiro. A ação apura o vazamento de informações sigilosas ligadas à Operação Zargun, que, em 2025, prendeu o então deputado TH Joias por suposta ligação com o Comando Vermelho.
Com a detenção, o vice-presidente da Casa, deputado Guilherme Delaroli (PL), assumiu interinamente o comando da Alerj, conforme o regimento interno. A Mesa Diretora, porém, enfrenta impasse: caso o afastamento de Bacellar seja prolongado, poderá haver eleição extraordinária para definir novo presidente.
A instabilidade ocorre enquanto o Estado segue sem vice-governador, cargo vago desde maio, após Thiago Pampolha ir para o TCE-RJ. Pela Constituição estadual, na ausência simultânea de governador e vice, assume o presidente da Alerj; impedido este, a função passa ao presidente do TJ-RJ, que hoje ocupa a posição de forma automática até definição da situação na Assembleia.
A possível renúncia do governador Cláudio Castro, que admite disputar o Senado em 2026, coloca pressão adicional: caso deixe o cargo, e enquanto não houver decisão da Alerj sobre sua presidência, caberá ao chefe do TJ-RJ, Desembargador Ricardo Couto, assumir o governo.